Descubra como a Amplitude pivotou para IA e transformou sua empresa. Insights do CEO Spenser Skates sobre inovação, persistência e liderança em startups.
Como Startups Devem Adotar IA: A Jornada da Amplitude e Lições para Fundadores
Resumo Executivo
A transformação digital não é apenas uma tendência—é uma questão de sobrevivência para startups que querem crescer. A história da Amplitude, uma plataforma de análise de dados que passou pelo Y Combinator em 2012, oferece lições valiosas sobre como empresas estabelecidas podem se reinventar na era da IA. Neste artigo, exploramos como o CEO Spenser Skates e sua equipe superaram o ceticismo inicial, abraçaram a inteligência artificial e se posicionaram como líderes em uma indústria em transformação.
Principais Aprendizados
- Persistência é o filtro mais importante: Há um ponto crítico em que fundadores racionalmente deveriam desistir (normalmente entre 1-2 anos), mas os bem-sucedidos não desistem
- Clareza de propósito vence estratégia vaga: O melhor conselho é ser cristalino sobre o que você está tentando aprender e permanecer aberto a de onde vem esse conhecimento
- A IA vai reinventar a análise: Nos próximos anos, haverá uma transformação completa em como as empresas usam dados, e a Amplitude está determinada a liderar essa mudança
- Equipes nativas de IA têm vantagens significativas: Startups construídas do zero com IA em mente têm enormes vantagens competitivas sobre empresas que tentam se reinventar
- Educação organizacional é fundamental: Treinar toda a organização sobre capacidades de IA é tão importante quanto construir produtos de IA
A Jornada de Ceticismo para Convicção: Como a Amplitude Abraçou a IA
Quando o ChatGPT foi lançado em 2022-2023, a Amplitude estava em uma posição delicada. Como empresa estabelecida com uma base de receita sólida, sua liderança era naturalmente cética em relação ao hype da IA. Investidores, membros do conselho e executivos de vendas perguntavam constantemente: "Qual é sua estratégia de IA?" Essa pressão externa, combinada com o ceticismo interno, criou uma tensão palpável dentro da organização.
Spenser Skates, CEO e co-fundador, reconhece agora que esse ceticismo não era irracional. Seu co-fundador Jeffrey via muito "hype" no espaço de IA—afirmações grandiosas sobre substituição de empregos, criação de abundância e transformação radical, enquanto as capacidades reais dos modelos eram "incrivelmente irregulares". Eles se destacavam em algumas áreas, mas eram absolutamente terríveis em outras.
A virada aconteceu quando Spenser testemunhou o impacto transformador da IA na engenharia de software. Ferramentas como Cursor, Claude Code e Codex demonstraram inegavelmente que os desenvolvedores poderiam ser muito mais produtivos. Ficou claro que havia algo real ali, não apenas hype. No final de 2024 (após meses de deliberação), a Amplitude fez seu compromisso sério: eles precisavam ser agressivos na IA.
Duas mudanças organizacionais foram cruciais. Primeiro, Spenser contratou Wade Chambers, uma lenda do Vale do Silício com experiência prévia em IA e conexões profundas com pioneiros do setor. Segundo, a Amplitude adquiriu a Command AI, outra empresa do Y Combinator que já estava construindo produtos inteligentes com IA—chatbots de suporte, guias inteligentes e muito mais.
Esses dois movimentos não foram apenas sobre trazer talento; foram sobre trazer os "agentes de mudança" necessários para transformar a cultura da organização. Wade e a equipe Command AI se tornaram a ponta de lança, mostrando ao resto da empresa o que era realmente possível com IA.
A Semana de IA: Como Treinar Uma Organização Para Abraçar a Inovação
Aqui está uma verdade poderosa que Spenser aprendeu: construir produtos com IA é fundamentalmente diferente de construir em SaaS. No SaaS tradicional, você segue um ciclo clássico—fale com clientes, identifique necessidades, priorize, construa, entregue, repita. Os clientes podem dizer exatamente o que querem, e você constrói para isso.
Com IA, é completamente diferente. Os clientes não conseguem descrever o que é possível porque as capacidades são complexas e em rápida evolução. Se você perguntar a um cliente o que quer, ele pode pedir um "cavalo mais rápido" quando na verdade ele poderia querer um carro.
Por essa razão, Spenser e Wade perceberam que o primeiro passo não era construir recursos específicos de IA. Era fazer com que a equipe existente usasse as ferramentas, se engajasse com elas e acreditasse no potencial.
Assim nasceu a "Semana de IA" em junho de 2024 (originalmente planejada para antes, mas atrasada por várias razões). Durante essa semana, eles reuniram líderes sênior—VPs de Produto, gerentes de engenharia, designers—e os colocaram para trabalhar com ferramentas de IA de ponta. Um momento memorável: um líder de produto rapidamente codificou um modo escuro para a Amplitude na frente de toda a organização, algo que teria levado semanas pelo método tradicional.
A mensagem foi poderosa: "Os líderes da Amplitude estão dizendo que isso é importante. Estão mostrando como usam. Você também deve se juntar." O resto da semana foi como um hackathon—trabalhar em coisas que você já faz, mas mais rápido, mais bem e com melhor qualidade. Pessoas se auto-selecionaram naturalmente. Alguns queriam aprofundar-se em IA, outros preferiam focar no trabalho tradicional. E tudo bem.
Os Lançamentos de IA: De Conceito a Produto de Impacto
Desde aquela semana transformadora, a Amplitude tem lançado uma série de produtos de IA que estão redefining como os clientes usam análise de dados:
AI Feedback: Uma ferramenta que ajuda a organizar e entender feedback do cliente usando IA. O lançamento foi tão bem-sucedido que duplicou o número de novos registos na Amplitude.
AI Visibility: Uma ferramenta que oferece visibilidade sobre os dados e identifica padrões que humanos poderiam perder. Embora Spenser inicialmente fosse cético sobre esse produto, um engenheiro chamado Leo Jang—que estava prestes a deixar a Amplitude para iniciar sua própria empresa—viu uma enorme oportunidade. A Amplitude o convenceu a ficar, financiando seu desenvolvimento interno. O impacto? Duplicou novos registos novamente.
MCP Server: Desenvolvido durante a Semana de IA por um engenheiro chamado Brian Georgy, que viu o potencial e correu com ele.
Ask AI: Lançado em janeiro, é uma interface de chat global semelhante ao Cursor, onde você pode conversar com a IA, pedir para extrair gráficos, realizar análises e descobrir por que algo aconteceu nos seus dados.
Cursor para Análise: O lançamento mais ambicioso, previsto para dezembro-fevereiro, que Spenser acredita será um momento "Cursor" para o espaço de análise—um daqueles pontos de inflexão onde as pessoas se perguntam: "Por que fazíamos isso da forma antiga?"
O notável sobre todos esses lançamentos é que nenhum deles foi planejado pelos executivos no topo. Surgiram organicamente de engenheiros, designers e líderes de produto que viram oportunidades e correram com elas.
A Verdade Incômoda: Diferenças Entre Engenheiros SaaS e Nativos de IA
Quando questionado sobre as diferenças entre engenheiros bem-sucedidos da era SaaS e engenheiros "nativos de IA", Spenser ofereceu uma resposta nuançada: não é sobre idade, é sobre mentalidade.
Engenheiros SaaS bem-sucedidos aprenderam a otimizar para um ciclo específico: fale com clientes, identifique necessidades, construa, entregue, repita. Eles se tornaram incrivelmente bons nesse ciclo. Mas esse mesmo instinto pode ser um ponto cego. Eles assumem que você pode otimizar do mesmo jeito com IA, seguindo as mesmas regras.
Engenheiros nativos de IA, por outro lado, frequentemente negligenciam a importância de entender o problema subjacente e o histórico de soluções. Eles querem construir novas interfaces do zero, sem aproveitar décadas de conhecimento sobre UX, design e padrões de uso.
Os membros da equipe da Amplitude que melhor se adaptaram foram aqueles que entenderam que o código é meramente um meio para resolver problemas de clientes. Para eles, abraçar IA era apenas um novo meio, não o fim.
Spenser compartilhou uma anedota reveladora: ele é um "superusuário" do agente de IA interno da YC, com acesso a todas as bases de dados. Mas ele falha frequentemente. Então, ele tenta de novo—com um modelo diferente, com um nível de raciocínio diferente. Eventualmente, funciona. No SaaS B2B tradicional, se algo falha uma vez, você o abandona. Com IA, você precisa de uma mentalidade completamente diferente: é como trabalhar com uma criança inteligente mas imprevisível.
O Mito da "IA Matando SaaS": Por Que a Realidade é Mais Complexa
Uma narrativa popular é que IA vai "matar" SaaS e substituir a maioria dos software tradicionais. Spenser discorda fortemente, e com razão.
Particularmente em fluxos de trabalho de negócios, garantias de alto desempenho são cruciais. Se você insere um registro em um CRM, ele precisa estar lá. Não pode aparecer com "80% de probabilidade". O SaaS se destaca nisso porque basicamente digitalizou fluxos de trabalho manuais ou on-premise existentes. Funciona. É confiável.
Muitas empresas estão tentando exagerar com IA—construindo agentes que tentam automatizar fluxos de trabalho inteiros de ponta a ponta. Como Andrej Karpathy observou, isso é fundamentalmente errado. O desafio real é criar produtos que permitam edição e refinamento. Isso é incrivelmente importante em contextos B2B onde altos preços e conformidade são críticos.
Spenser oferece um exemplo: a Amplitude criou AI Visibility em alguns meses e oferece gratuitamente. Por quê? Porque há um verdadeiro negócio a jusante. Empresas como AirOps entendem isso—eles oferecem visibilidade de IA, mas seu verdadeiro negócio é geração de conteúdo. A visibilidade é apenas um gancho. Qualquer coisa que puder ser commoditizada facilmente será. O negócio real é o que vem depois.
Alocação de Recursos: Novo vs. Tradicional
Uma pergunta crítica para qualquer empresa estabelecida explorando IA é: para onde vão os recursos? Você abandona seu roadmap existente? Você o reduz? Você aloca recursos diferentes?
A resposta da Amplitude é matizada. Seus produtos de IA não são totalmente separados de seus produtos tradicionais. Ask AI, por exemplo, existe para tornar o produto de análise existente mais fácil de usar. Não é um novo produto; é uma evolução de um existente.
Para 2025, a Amplitude definiu quatro grandes prioridades:
- Reconstruir a Amplitude para ser nativa de IA: Não é uma adição; é uma reconstrução fundamental de como o produto funciona
- Tornar muito mais fácil de usar: A facilidade de uso sempre foi importante; agora é crítica
- Garantir paridade nos outros produtos: Experimento, reprodução de sessão, guias e pesquisas ainda precisam de trabalho fundamental
- Atender aos profissionais de marketing: Abrir novos mercados (MarTech legado)
A beleza dessa abordagem é que ela reconhece que o mundo dos negócios não se move rapidamente. Os ciclos são muito, muito longos. Você não pode simplesmente ligar tudo e reconstruir. Precisa fazer as duas coisas simultaneamente: evoluir produtos tradicionais enquanto constrói o futuro.
Reorganizações Difíceis: O Preço da Transformação
Transformar uma organização de 800 pessoas (com ~200 em engenharia, produto e design) não é sem dor. A Amplitude passou por duas reorganizações significativas em um ano. Pessoas foram remanejadas. Alguns foram dispensados. Não era pela falta de competência, mas porque estavam "muito presos à modalidade SaaS" e não se alinhavam com a visão futura.
A Amplitude trouxe talentos novo através de aquisições estratégicas:
- Craftable (com Yana)
- Manari (com Eric e Frank)
- June (com Enzo e Frucio)
Todas eram empresas do Y Combinator. A combinação de fundadores da YC que entendem IA com "Ampiliteers" de longa data que conhecem o produto criou algo especial. Mas levou tempo—um ano inteiro para que a equipe fosse totalmente integrada, acelerada e realmente acreditasse no que estavam construindo.
O Caminho do Fundador: De Ideia à Escala
Antes da Amplitude, Spenser e seu co-fundador construíram algo chamado Sonalight—uma versão inicial da Siri. Tinha uma demonstração incrível, e eles foram os primeiros a lançar a tecnologia de ativação por voz. Mas o produto simplesmente não era bom o suficiente. Depois de fazer o demo day e receber muita imprensa, eles encerraram.
A Amplitude nasceu do que eles estavam fazendo internamente: análise. Como engenheiros, construíram suas próprias ferramentas porque queriam entender o que os usuários estavam fazendo. Quando outras empresas viram o que eles tinham construído, disseram: "Queremos isso." Pivô para a Amplitude em junho de 2012.
Naquela época, análise era um espaço extraordinariamente concorrido. Mas Spenser tomou uma decisão: "Vou me dedicar totalmente a aprender como fazer isso. Não acho que faço isso particularmente bem. Mas estamos dispostos a fazer isso, construir a próxima coisa, construir a próxima coisa, e dez anos depois, você é o líder no espaço."
Esse foi seu método: comprometimento com a aprendizagem contínua, combinado com disposição para fazer o trabalho duro por muito tempo.
Aprendendo Vendas: Da Engenharia à Liderança
Spenser nunca foi treinado em vendas B2B. Como engenheiro, ele assumiu que poderia ler livros ou artigos e aprender. Estava errado. A principal revelação foi: você tem que fazer, e então precisa de alguém bom para treiná-lo.
Ele trabalhou com Mitch Mirando, um executivo de vendas experiente que havia treinado várias outras empresas (conhecido através de contatos casuais no Vale do Silício). Mitch vinha uma vez por semana e o desafiava: "Ei, você não está entendendo a dor do cliente. Você está falando sobre painéis e gráficos? Essa não é uma dor de negócio. Qual é a verdadeira dor?"
Levou tempo para que Spenser entendesse. É muito parecido com aprender um esporte ou tocar um instrumento. Você não aprende lendo um livro. Você aprende fazendo, depois pedindo conselho e orientação.
O Conselho para Fundadores: Clareza é Tudo
Se Spenser pudesse enviar uma mensagem de volta para si mesmo aos 20 anos, qual seria?
Seja cristalino em sua própria mente sobre o que você está tentando aprender, e então esteja aberto a de onde isso vem.
Muitas pessoas falham porque não têm essa clareza. Eles não sabem realmente por que estão construindo uma startup ou o que o sucesso significa para eles. Spenser argumenta que você precisa criar uma "árvore de objetivos" que se ramifica a partir dessa clareza central. De lá, tudo else flui: que produto construir, como vendê-lo, quem contratar.
A parte mais difícil sobre ser fundador é a dor emocional. A cada alguns anos, ele chega a um ponto onde quer desistir. Sente isso profundamente. Mas quando volta ao porquê de ter começado, encontra a força para continuar.
O Filtro de Persistência: Por Que os Bem-Sucedidos Não Desistem
Há um ponto crítico em cada startup—geralmente em torno de 1-2 anos—onde, de um ponto de vista racional, você deveria desistir. Os números não funcionam. Parece que você está wasting tempo e dinheiro. Os investidores podem estar hesitantes. Seus amigos podem estar perguntando "Quando você vai conseguir um trabalho de verdade?"
Leia "Founders at Work" e você verá esse padrão repetido vezes e vezes: há sempre esse ponto em que racionalmente você deveria desistir. Mas os bem-sucedidos não desistem. Esse é o filtro número um.
Por que? Porque eles tinham uma razão intrínseca para continuar. Não era pelo reconhecimento, não era pelo dinheiro. Era algo mais profundo—um desejo genuíno de resolver um problema ou construir algo.
Se você está fazendo startup pelo reconhecimento ou pela promessa de ser muito bem remunerado, sua capacidade de persistir será muito pior. Intrinsic motivation é o que mantém você avançando durante esses períodos longos de incerteza e dúvida existencial.
O Desafio de Escalar: De Fundador a Executivo
Um dos desafios mais subestimados de ser fundador bem-sucedido é a transição para CEO de uma grande empresa. É fundamentalmente diferente.
Como fundador, você pode "liderar pelo exemplo"—aprender a coisa mais difícil da empresa, fazer isso você mesmo, e mobilizar o rest da equipe. Funciona quando você tem 10 pessoas. Quando tem 800, é impossível. Você não pode estar em engenharia, vendas, marketing, suporte ao cliente, relações públicas, gestão de pessoas, todos ao mesmo tempo.
Você tem que ser muito mais disciplinado com seu tempo. Tem que dizer não para a maioria das coisas. E aqui está a verdade incômoda: você se torna a pessoa que você costumava zombar—um executivo de grande empresa julgando o trabalho dos outros o tempo todo em vez de fazer você mesmo.
Há também a questão da hierarquia. Como fundador, você sonhava em criar uma organização sem burocracia, totalmente meritocrática. Mas conforme cresce, você percebe que a hierarquia existe por uma razão. Você precisa de pessoas responsáveis por áreas específicas, liderando equipes e indivíduos. Sem isso, não funciona em escala.
Spenser aprendeu isso da maneira mais difícil muitas vezes.
O Pensamento Estratégico: Onde Estão as Oportunidades?
Se Spenser estivesse começando uma nova empresa hoje, procurando por mercados vulneráveis onde a IA ofereceria uma vantagem real, para onde ele olharia?
Google: Spenser brinca que o Google é "a pior empresa B2B de todos os tempos." Institucionalmente, é muito lento e muito conservador. Há oportunidades imensas em email, workspace, e áreas relacionadas. O Notion, por exemplo, está fazendo coisas incríveis como concorrente do Google Docs. A IA pode acelerar essa disrupção drasticamente.
Codificação: Já vimos o "Cursor moment"—ferramentas de IA para codificação funcionam extraordinariamente bem. Google tentou com Codex, mas não conseguiu levar ao mercado de forma eficaz. Cursor conquistou o espaço.
Suporte técnico: Há uma oportunidade massiva em combinar demanda (pessoas mais velhas que precisam de ajuda técnica) com oferta (jovens com conhecimento técnico e que precisam de dinheiro). Um "Uber para suporte técnico" ainda não existe, e é surpreendente.
Suporte ao cliente: Estamos começando a ver IA no suporte, e é promissor.
Análise: Spenser acredita que haverá um "momento Cursor" para análise nos próximos dois anos. Pessoas vão usar análise com IA e se perguntarão: "Por que diabos fazíamos isso do jeito antigo?"
Mas há um padrão: escolha um problema específico e um comprador específico. Não construa um "agente genérico"—há muitos deles em cada lote da YC agora. Construa algo específico que resolva um problema real para pessoas que realmente se importam.
Competição com Incumbentes: As Verdadeiras Vantagens
A vantagem que startups têm é clara: nenhuma base de clientes existente, nenhuma receita para proteger. Os clientes são mais tolerantes com produtos imperfeitos. Mas quais são as vantagens dos incumbentes?
A Amplitude tem uma receita base de centenas de milhões de dólares. Isso permite que ofereçam muitos produtos de IA gratuitamente, como AI Visibility. As startups não conseguem fazer isso—precisam cobrar ou morrer.
Além disso, Spenser tem uma década de compreensão profunda sobre análise de dados, como os clientes usam o produto, quais problemas realmente importam. Uma startup de IA que não entenda o domínio será vulnerável.
A verdadeira vantagem, porém, é combinação. Amplitude combinou talentos novos (através de aquisições de empresas nativas de IA) com expertise de domínio de longa data. Essa combinação é poderosa.
Ser Autêntico Como CEO
Uma coisa notável sobre Spenser é sua disposição de ser vocal, até controverso, em suas opiniões em plataformas públicas como X/Twitter. Muitos CEOs de empresas públicas são extremamente conservadores, relutando em se expressar.
Spenser está tentando ser diferente. Ele quer ser autêntico, compartilhar sua história, expressar suas opiniões (sobre produtos, política, religião, questões comerciais), para que outros possam aprender e se beneficiar.
"Se acredito em algo e tenho convicção, quero poder dizê-lo. Quero ser quem sou, não uma persona falsa."
Isso é especialmente importante para fundadores e líderes. Quando você é real, as pessoas conectam-se com você de forma diferente. Seus liderados veem que você é humano, não apenas um rosto corporativo. E seu conselho e lições se tornam muito mais valiosos porque vêm de um lugar de autenticidade.
Conclusão
A jornada da Amplitude não é apenas sobre adotar IA. É sobre como grandes empresas podem se reinventar, como líderes podem admitir ceticismo inicial, e como uma organização pode ser transformada quando há disposição para aprender.
As lições de Spenser Skates—sobre persistência, clareza de propósito, importância de mentores, educação organizacional, autenticidade—transcendem IA. Elas são lições universais para qualquer fundador ou líder tentando construir algo significativo.
Se você está em uma startup, comece com clareza absoluta sobre por que está fazendo isso. Se está tentando reinventar uma empresa estabelecida, comece educando sua organização sobre o que é possível. E em ambos os casos, lembre-se: há um ponto em que você racionalmente deveria desistir. Mas os bem-sucedidos não desistem. Essa persistência, alimentada por motivação intrínseca, é o que separa os líderes do resto.
Nos próximos anos, haverá uma reinvenção completa de como as empresas usam dados. A Amplitude está determinada a liderar essa mudança. E se a história nos ensinou algo, é que quando Spenser Skates diz que algo é importante, você deveria prestar atenção.
Original source: https://youtu.be/t8co94HS6tY?si=UagjaTevoKvTjoUj
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